“Eu quero virar uma velhinha tim-tim, não uma velhinha tantã!”

— Carolina Rosa (1913-2003)

Cresci entre mulheres fortes e presentes. Minha bisavó, benzedeira de fé inabalável, atendia a todos que a procuravam enquanto sustentava a família inteira. Minha avó manteve-se só, ativa e lúcida até o final dos seus noventa e poucos anos — foi ela quem incentivou minhas incursões na dança, as aparições em programas infantis de TV e as gravações de comerciais para o cinema. Aos 60, migrou da dança de salão para a ioga e o teatro, sem perder um passo.

Dela é a frase que guia tudo o que faço:

"Quero ser uma velhinha tim-tim, e não uma velhinha tan-tan."

Essa herança me ensinou cedo que envelhecer bem não é acidente — é arte, movimento e cuidado integrados ao longo de uma vida inteira. Foi essa convicção que moldou minha trajetória e deu origem ao Movimento, Arte e Bem-estar.

Ato I — Movimento

Tudo começou com uma pergunta simples: o que é esse corpo que eu habito? Queria entendê-lo do dedão do pé ao fio de cabelo. Essa curiosidade me levou da ginástica rítmica à Ioga e depois à Biopsicoenergética e ao Biorritmo, onde finalmente encontrei o que procurava: a integração real entre físico e espiritual.

Essa descoberta deu origem à Equilibrium, um espaço pioneiro que reunia astrologia, movimento e terapias corporais.

Ato II — Arte

A vida me chamou de volta às artes — e fui de corpo e alma. Por anos, mergulhei num universo rico e vibrante: shows, peças de teatro, ballet, dança, música clássica, festivais... Produzi, organizei, conectei pessoas e palcos.

Foi um período pleno. Mas no meio de toda aquela efervescência, percebi que eu era a prima do Celso, a mulher do Maneco, a amiga do Janjão — presente em tudo, mas um pouco ausente de mim mesma.

Quando a vida mudou — como ela inevitavelmente muda — me vi diante de uma escolha: reinventar ou retomar. Escolhi retomar. Voltei ao que sempre soube fazer, agora com mais camadas, mais escuta, mais eu mesma.

Foi aí que completei a Certificação Superior em Terapias Holísticas com a escola Detetive do Tempo, conectando os fios de tudo que eu já carregava — e finalmente colocando meu próprio nome no centro da história.

Ato III — Bem-estar

Aos 70 anos estou mais inteira do que nunca — e é exatamente para esse lugar que quero te convidar.

Este espaço é para a mulher que já passou dos 50 e sabe muito bem quem é. Que não quer caber num corpo de 30, mas quer sentir esse corpo vivo, leve e afinado com seu próprio ritmo. Que celebra a liberdade conquistada, as amizades que aprofundaram, as artes que emocionam, os rituais que conectam — e que ainda quer muito mais da vida.

Para essa mulher, criei uma combinação de atendimentos individuais presenciais e online, encontros em grupo, vivências na natureza e workshops em espaços que inspiram. Cada formato pensa na integração entre movimento, expressão e bem-estar — sem rigidez, sem fórmula, sem pressa.

Porque a velhinha tim-tim não está desacelerando. Ela está escolhendo melhor onde coloca sua energia.

Exatamente como minha avó me mostrou que era possível.